Benefícios do ômega 3

Benefícios do Ômega 3.

Veja como as propriedades do ômega 3 trazem benefícios para a saúde e boa forma:

1. Pode ajudar a perder peso

Tradicionalmente, os povos asiáticos sempre apresentaram alguns dos IMCs mais baixos do planeta. Embora não exista um fator único que possa ser considerado responsável por essa característica, o alto consumo de peixes marinhos pelas populações de países como o Japão está certamente relacionado.

Enquanto no Brasil consumíamos até pouco tempo atrás menos de 10 kg de peixe por pessoa a cada ano, esse número chegou a ser cinco vezes maior no Japão. E o que isso quer dizer?

Em relação ao peso, o consumo de peixes como o atum e o salmão pode ser um fator determinante quando levamos em consideração que o ácido graxo ômega 3 tem o potencial de reduzir processos inflamatórios.

A inflamação crônica pode causar uma alteração nos mecanismos de controle da fome e da saciedade, estimulando a liberação de hormônios que aumentam o apetite e dificultando a ação daqueles com ação contrária.

Como o processo inflamatório também aumenta a resistência à insulina e favorece a retenção de líquidos, reduzir as inflamações pode facilitar, e muito, a perda de peso. Além disso, como toda gordura tem digestão mais lenta, ao consumir uma porção de peixe grelhado você estará estimulando naturalmente a saciedade.

Em um estudo de apenas 3 semanas publicado no Physiological Research, participantes que adicionaram 2,8 gramas diárias de ômega 3 à alimentação (em combinação com a prática de exercícios e uma dieta hipocalórica) perderam 1,5 kg a mais do que voluntários que apenas se exercitaram e fizeram dieta.

2. Controla a insulina

Esse é um dos benefícios do ômega 3 que pode ser útil tanto para quem está de olho nas taxas de glicose no sangue como para aqueles que precisam emagrecer.

Ao acrescentar uma fonte de ômega 3 ao prato, você estará diminuindo o índice glicêmico da sua refeição, o que por sua vez se traduz em uma menor liberação de insulina na circulação sanguínea. E menos insulina significa melhor controle da glicemia.

E como níveis elevados de insulina favorecem o acúmulo de gordura no corpo, quanto maior a liberação do hormônio mais inevitável será o aumento de peso.

3. Acelera o metabolismo

As gorduras são todas altamente calóricas, mas nem todas elas são iguais do ponto de vista da saúde e da balança. Gorduras insaturadas podem na verdade estimular a queima de gordura, elevando o metabolismo e facilitando o emagrecimento, fatores que são portanto benefícios do ômega 3 consideráveis.

Em um estudo publicado em 2015 no periódico especializado Scientific Reports, pesquisadores japoneses observaram que ratos que haviam sido alimentados com uma dieta contendo óleo de peixe apresentaram não apenas menos gordura corporal como também menos peso.

Estes animais também demonstraram níveis menores de glicose e insulina em jejum, além de uma temperatura corporal mais elevada que os animais que não receberam óleo de peixe contendo ômega 3.

E mais: os ratos que consumiram o óleo apresentaram um metabolismo mais acelerado, queimando significativamente mais calorias do que os animais do grupo controle.

Para os pesquisadores, esse resultado pode ser explicado por um possível aumento no teor de gordura marrom, um tipo de tecido adiposo que queima mais calorias.

4. Protege o coração

Inúmeros estudos demonstram que consumir alimentos ricos em ômega 3 regularmente (pelo menos duas porções de peixe por semana) pode ser uma boa maneira de evitar problemas cardíacos.

Enquanto o DHA ajuda a estabilizar os batimentos cardíacos (evitando arritmias), o EPA reduz a pressão arterial, melhora o fluxo sanguíneo, reduz as inflamações e os triglicérides e evita a formação de coágulos nas artérias.

Em um famoso estudo italiano desenvolvido com mais de onze mil pacientes que haviam sofrido um ataque cardíaco anteriormente, foi observado que aqueles que passaram a consumir 1000 mg de óleo de peixe diariamente durante três anos apresentaram um risco menor de sofrer outro enfarto ou de morrer por outra complicação cardíaca.

Uma pesquisa americana demonstrou que homens que consomem peixe uma ou mais vezes por semana apresentavam um risco 50% menor de morrer de um ataque cardíaco súbito do que homens que consomem peixe menos de uma vez por mês.

 

6. Melhora os triglicérides

Embora nosso corpo necessite de ambos tipos de (LDL e HDL) para seu funcionamento adequado, o excesso de LDL na circulação tende a se depositar na parede das artérias, reduzindo o diâmetro dos vasos sanguíneos e dificultando a passagem do sangue.

Como resultado, há uma obstrução – que pode ser total ou parcial – do fluxo sanguíneo, o que pode levar ao desenvolvimento de sérias doenças cardíacas e até mesmo levar a morte através de um fulminante infarto do miocárdio.

Ao contrário dos demais óleos de origem animal que elevam as taxas de LDL e muitas vezes reduzem os níveis de HDL (o bom colesterol), os benefícios do ômega 3 estendem-se não só a diminuir o colesterol ruim como também a aumentar os números do bom.

O HDL atua como uma pequena vassoura que elimina os depósitos de LDL, reduzindo as inflamações na parede das artérias e aumentando o diâmetro dos vasos sanguíneos.

7. É um anti-inflamatório natural

As propriedades do ômega 3 no combate às inflamações não se restringem ao sistema cardíaco. Estudos indicam que o ácido graxo eleva a concentração de prostaglandinas da classe PG3 na circulação.

Essas substâncias, que agem como hormônios, têm efeito anti-inflamatório e podem ser eficazes no combate a inflamações das articulações.

8. Evita a Depressão

Nas duas últimas décadas, uma série de pesquisadores tem se debruçado sobre um tema bastante importante para a população mundial: como prevenir e tratar a depressão naturalmente.

Embora muitos estudos ainda necessitem de uma investigação mais aprofundada, um padrão parece se repetir ao redor do globo: povos que consomem mais peixe apresentam taxas menores de depressão.

A relação entre o consumo de peixes de água fria e a saúde cerebral pode ser explicada pela atuação do EPA e do DHA. Ambos ácidos graxos ajudam a manter estáveis os níveis do neurotransmissor dopamina no cérebro, estimulam o crescimento neuronal no córtex frontal e ainda melhoram o fluxo sanguíneo na região.

Mais um dos benefícios do ômega 3 para quem tem depressão é que ele potencializa os efeitos dos antidepressivos e pode até mesmo melhorar alguns dos sintomas do transtorno bipolar.

9. Fundamental para a Função cognitiva

Para funcionar adequadamente, todo o nosso sistema nervoso precisa de ômega 3 – mais especificamente o DHA. Cerca de 60% do peso total do cérebro é composto por gordura, e desse total nada menos que 15-20% é de DHA.

Isso significa que de 9 a 12% do peso do nosso cérebro se deve à presença de ácido docosa-hexaenoico, que quando deficiente pode levar a uma perda da função cognitiva ou então atrasar o desenvolvimento neurológico de crianças.

Temos então que, além de fazer bem para o coração, ajudar a emagrecer, há benefícios do ômega 3 também para manter o funcionamento cerebral.

10. Melhora o desempenho esportivo

Praticantes de atividade física têm mais um motivo para prestar atenção à ingestão de ômega 3: o nutriente melhora o desempenho aeróbico, uma vez que aumenta a capacidade do corpo de absorver oxigênio.

Isso ocorre porque o ômega 3 reduz a viscosidade sanguínea, efeito que acaba por melhorar a distribuição de sangue e oxigênio para o tecido muscular.

Atletas que consomem cerca de 4 gramas de ômega 3 todos os dias começam a apresentar ganhos de performance em menos de um mês após o uso regular do ácido graxo.

11. Indispensável para o desenvolvimento adequado do cérebro infantil

Em um estudo publicado em 2013 no American Journal of Clinical Nutrition, pesquisadores constataram que crianças de 3 a 5 anos que receberam um suplemento de ômega 3 apresentaram um desempenho melhor em testes de inteligência, aprendizado e vocabulário.

Outras pesquisas têm demonstrado uma relação entre o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, ou TDAH, e baixos níveis de ômega 3.

Crianças com TDAH tendem a apresentar uma deficiência de ácidos graxos ômega 3 no cérebro, o que tem levado médicos a reiterar a necessidade do nutriente ainda nos primeiros anos de vida.